terça-feira, 16 de março de 2010

Lágrimas de mãe


Certa noite, sentei na varanda de minha casa de campo, senti um cheiro de rosas junto com o frio do vento. De repente uma lágrima rolou de meus olhos dançando sobre as poucas linhas do meu rosto, pensei nela, essa lágrima, chegou em meus lábios, tive o impulso de falar para a criança acordada que já ia lhe por na cama, pensei em nós, a lágrima tão longamente, caiu em meu peito, doeu tanto por mim e por ela, sem forças para rolar, a lágrima não se moveu, a lágrima ficou ali, em sincronia com minha respiração, e quantas vezes viveu por mim, cruzei os braços sobre o peito e a lágrima, pensei em mim, nela, e na criança que me esperava,fitando pela janela.
A lágrima se foi, cansada de me recordar, que minha mãe envelheceu, e já não a esperaria para me por a dormir, que sempre pronunciou boas palavras, mesmo quando me repreendia, que seu amor foi imenso e que seus braços me acolhiam, e que infelizmente, já não estava aqui.
Entrei em casa, abracei longamente minha filha, pensei em nós, e vieram lágrimas, avisando-me, que agora sou MÃE, e que levarei nessa missão os exemplos de minha mãe.

Nenhum comentário:

Postar um comentário